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Farmácias Associadas planeja expansão com 2,3 mil lojas até 2026

  • Jornal do Comércio
  • 15 de jan.
  • 4 min de leitura

A Farmácias Associadas, maior rede associativista de farmácias do País, realizou, na última quarta-feira (14), a cerimônia de posse da diretoria que conduzirá a organização no biênio 2026/2027. Presidente desde 2022, Ben Hur Jesus de Oliveira foi reconduzido ao cargo.


Em entrevista exclusiva para o Jornal do Comércio, Oliveira destacou os benefícios do modelo associativista, além de debater os principais objetivos da rede, que busca uma expansão ambiciosa visando atingir 2,3 mil lojas até o final de 2026 em diversos estados brasileiros.


Jornal do Comércio - O que representa para o senhor ser reconduzido a esse cargo?


Oliveira - Estou há muitos anos no segmento de farmácia. Sou proprietário de farmácia, minha empresa continua ativa e atuando. É muito importante, pois acredito muito no associativismo, que é o nosso trabalho aqui. Poder contribuir com diversos outros colegas é uma grande satisfação. Minha empresa vem andando bem, o que me dá liberdade para buscar oportunidades novas com o associativismo. Conduzir a gestão do biênio 2026-2027 é uma oportunidade de crescimento para as lojas e de contribuir com os colegas que fazem parte da rede.


JC - No contexto das farmácias, quais são as principais vantagens do associativismo?


Oliveira - O associativismo tem muitas vantagens, principalmente no formato que a Farmácias Associadas construiu. Trazemos a oportunidade para o pequeno e médio empresário comprar melhor, pois, no varejo, quando você compra melhor, também consegue vender melhor. Mas também ampliamos muito o leque de serviços oferecidos. Como associado, tenho acesso ao software de gestão da farmácia com custo subsidiado pela rede. Temos um departamento de marketing atuando fortemente em todas as áreas permitidas. Temos também um grupo de trabalho dentro do comercial que auxilia na condição de compra e busca oportunidades de venda no varejo, já que a indústria procura negociar com o ponto de venda através do trabalho da rede. Contamos com o departamento de TI nos auxiliando com diversas ferramentas e um forte apoio na gestão da farmácia. Criamos, inclusive, novos departamentos na diretoria para ampliar o atendimento ao associado com capacitação, permitindo treinar vendedores, gerentes e proprietários. Defendemos muito a capilaridade da Farmácias Associadas por ter os proprietários muito próximos dos seus clientes. Vemos isso como um grande diferencial. O objetivo é apoiar os pequenos e médios proprietários nas suas comunidades. Muitas vezes, esse proprietário está na farmácia vendendo, pagando e cuidando da equipe, sem tempo para pensar em marketing, buscar condições comerciais ou pensar em inovação. O modelo associativista é uma alternativa quase única para o pequeno empresário. Também expandimos nosso modelo porque fomos bem recebidos em outros estados. Iniciamos no Rio Grande do Sul e começamos a expansão em 2018 no Mato Grosso do Sul. Hoje estamos em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal.


JC - Vocês pretendem expandir para outros estados?


Oliveira - Para este ano, não. A princípio, vamos melhorar a expansão dentro desses seis estados onde já atuamos. Para 2026 ou 2027, esse é um assunto a ser discutido.


JC - Como tu avalias o teu primeiro mandato de 2022 até aqui?


Oliveira - Foi um período de muito aprendizado. O cargo de presidente traz uma responsabilidade grande. Nos primeiros dois anos, trabalhei procurando dar continuidade ao que já vinha sendo feito. Na segunda gestão, começamos a ampliar, mas ainda havia muito o que concluir, pois a atividade é contínua. Estou com uma expectativa muito boa, sentindo-me cada vez mais seguro e buscando mais conhecimento para ajudar a equipe de diretores. Com a nova diretoria, renovamos bastante as energias, recebendo novos diretores com novas ideias e muita disposição para evoluir. Identificamos na gestão anterior a necessidade, por exemplo, de um departamento de PDV para uma atuação mais forte no ponto de venda e de um departamento de capacitação, ampliando o que já existia. Também transformamos a marca própria em um departamento. Atuamos com marca própria desde 2006, quando iniciamos com o protetor solar, mas criar um departamento específico amplia nossa visão e expectativa desse negócio que vem crescendo.


JC - Existe perspectiva para o aumento do número de lojas?


Oliveira - Sim, devemos chegar a 2.000 lojas até março. Hoje estamos com 1.942 farmácias na rede. Nossa meta é chegar a 2.300 lojas até o final de 2026. Vale ressaltar que nem todas são lojas novas. Há associados que abrem filiais, mas muitos são associados que já estão no mercado com bandeira individual, sentindo-se sozinhos. Eles nos procuram, ou nós vamos até eles, e os convidamos para participar da bandeira Farmácias Associadas e receber todo o apoio que as outras lojas já têm.


JC - Esse aumento no número de lojas significaria um aumento no faturamento da Farmácias Associadas?


Oliveira - Quando falamos de faturamento, referimo-nos ao faturamento do ponto de venda. A rede possui uma receita para sustentar toda a estrutura e o apoio que damos ao associado, mas o faturamento que olhamos é o das pequenas e médias farmácias que fazem parte da rede. Nosso objetivo é que essas farmácias possam aumentar seu faturamento para competir com as grandes redes e dar continuidade ao seu trabalho diferenciado na comunidade. Quando uma farmácia entra para o associativismo ou para a Farmácias Associadas e coloca a nossa fachada com o layout padronizado, ela normalmente aumenta seu faturamento em 30%. Essa é a média que temos na maioria dos casos.


JC - Quais são os principais desafios para o futuro agora?


Oliveira - Um dos desafios é o e-commerce e a venda online, que vêm crescendo no varejo como um todo. Temos também a Inteligência Artificial (IA), que começa a fazer parte do dia a dia das empresas. O pequeno e médio empresário tem mais dificuldade de acesso, mas entendemos que precisamos trabalhar e buscar participar. Acredito que a IA vem como uma ferramenta para facilitar o trabalho, mas precisamos introduzi-la dentro do negócio da farmácia, o que é um desafio. Outro desafio muito grande, que não é de agora, é o crescimento das grandes redes. Isso é muito forte no Rio Grande do Sul, mais do que em outros estados. Competir com as grandes redes, que têm contato direto com as indústrias, é desafiador. Precisamos mostrar que, como rede, também conseguimos dar o retorno que a indústria precisa. Também temos o desafio de entender o pensamento do "novo consumidor". A farmácia ainda tem no público mais idoso o seu maior volume de clientes, mas precisamos entender esse consumidor que está chegando agora no mercado de trabalho, que também é muito importante para nós.


Por: Jamil Aiquel

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