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Walgreens faz previsões para o varejo farmacêutico em 2024


Os líderes da Walgreens, por meio de um artigo assinado pela porta-voz, Elyse Russo, resolveram analisar o mercado da saúde e o varejo farmacêutico em 2024 e fazer suas previsões. As informações são do Drug Store News.


As lideranças estabeleceram dez pontos focais, que englobam a atuação das farmácias, do varejo como um todo e também dos serviços de saúde.


Os palpites da Walgreens sobre os rumos do varejo farmacêutico


Farmácias se tornarão hubs de saúde


“As farmácias estão preparadas para uma mudança transformadora, tornando-se centros de cuidados de saúde holísticos, para além das suas funções tradicionais”, analisa o diretor de farmácia da Walgreens, Rick Gates.


Dentre os serviços que balizarão tal transformação está o atendimento farmacêutico, por meio da aplicação de vacinas, acompanhamento de doenças e de tratamentos.


“Esses serviços, juntamente com ofertas de varejo, atenderão à demanda dos pacientes por conveniência e atendimento abrangente em um único lugar”, completa.


IA no roadmap


A inteligência artificial deve entrar de vez no dia-a-dia do varejo farmacêutico. Com a possibilidade de analisar uma grande massa de dados, o varejista poderá tomar as melhores decisões com base em indicadores outrora negligenciados, como as trends nas redes sociais, por exemplo.


A rede de farmácias em questão já utiliza a tecnologia. “A IA nos ajudou a prever tendências regionais e locais durante a temporada de inverno, para que pudéssemos garantir que tínhamos em estoque os produtos que nossos clientes e pacientes precisavam”, aponta a presidente de varejo e diretora de atendimento ao cliente, Tracey Brown.


IA aliviando a rotina


E não será apenas prevendo tendências que a inteligência artificial dará as caras na saúde. Segundo John Driscoll, presidente da divisão de cuidados com a saúde para os Estados Unidos, o setor seguirá a tendência de autoatendimento vista no varejo.


“À medida que continuamos a procurar métodos alternativos de prestação de cuidados, os serviços de telessaúde realizados por não-médicos, como chatbots baseados em IA, ajudarão a reduzir a carga sobre o sistema de saúde”, afirma.


Medicamentos para emagrecer no foco dos PBMs


Os medicamentos para emagrecer foram a grande tendência dentro da indústria farmacêutica em 2023. Neste ano, eles devem movimentar outros players do canal farma, como os Programas de Benefício de Medicamentos (PBMs) e o próprio varejo.


Além de um acesso mais simplificado a esses medicamentos, o diretor médico da Walgreens, Dr. Sashi Moodley, afirma que o varejo deve ter uma atenção completa ao paciente.


“Os serviços terão de ir além do fornecimento de medicamentos, oferecendo apoio, educação e recursos abrangentes”, explica.


Saúde da mulher como prioridade


Apesar de as mulheres representarem mais da metade da população mundial, os problemas que afetam predominantemente sua saúde são, por muitas vezes, negligenciados.


Mas, segundo a diretora de ensaios cínicos da rede de farmácias, Ramita Tandon, 2024 será o ano em que o poder público e as organizações privadas darão às mãos e unirão forças nesse sentido.


Farmácia cada vez mais tecnológica


Com a tecnologia cada vez mais desenvolvida, o varejo farmacêutico se abre para uma nova era de eficiência operacional. Para Gates, a digitalização do processo possibilitará que o farmacêutico se dedique por mais tempo ao paciente.


Consumidor no centro


Em um cenário em que o consumidor se mostra mais criterioso na hora de gastar, cabe a companhia buscar formas de se mostrar imprescindível e isso só pode ser feito colocando o cliente no centro.


Segundo Tracey, setores como o da saúde não costumam ser tão afetados pelo contingenciamento de gastos, mas isso não dá carta branca para o canal se acomodar.


Isso também é abordado na oitava tendência, onde Dr, Moodley aponta que é necessário adotar pilares como valor, conveniência e transparência na relação com o shopper.


Estudo do mundo real


Para Ramita, não basta estudar soluções para saúde, é necessário entender como essas soluções funcionam na vida real. Sendo assim, a diretora aponta a necessidade de manter um olhar atento para a jornada do consumidor.


A especialista vai mais longe, e afirma que o farmacêutico atua como uma espécie de investigador comunitário.


IA e farmacêutico lado a lado


Driscoll fecha as previsões afirmando que, alimentada com as informações certas, a inteligência artificial pode se tornar uma grande aliada do farmacêutico no atendimento aos pacientes.


Essa força-tarefa “orgânica e artificial” se tornaria capaz de oferecer um cuidado mais culturalmente competente, em sua opinião.


Por: Cesar Ferro

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