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Foodservice supera crise, fatura mais em 2023 e planeja investir em práticas sustentáveis

Atualizado: 1 de fev.


Estudo da Galunion mostra que 63% dos bares e restaurantes relataram faturamento superior a 2022 e 30% empataram


Entre os principais resultados da pesquisa “Tendências do Ecossistema de Foodservice”, realizada pela Galunion, consultoria especializada em alimentação, estão a recuperação do setor, com aumento do faturamento após quase quatro anos de impacto da pandemia de covid-19, e investimentos em práticas mais sustentáveis.


O levantamento foi realizado de 23 de outubro a 14 de novembro, e contou com respostas de 437 marcas que atuam no setor em todo o Brasil, somando 13.443 unidades e 312.441 clientes b2b atendidos. Para entender melhor o perfil dos entrevistados, o modelo de serviço adotado pelas empresas, que somam 81% dos respondentes da pesquisa, são: 25% restaurantes de serviço completo, 24% restaurante de serviço rápido, 21% padarias, 19% restaurantes de autosserviço e 5% bares e botequins.


A pesquisa quis entender o desempenho do faturamento total em foodservice em 2023. Neste caso, 64% afirmaram estar com desempenho superior ao faturamento de um ano atrás, 30% igual ao faturamento de um ano atrás e 3% inferior ao faturamento de um ano atrás.


“No último levantamento que fizemos neste ano, pudemos ver uma recuperação do setor. Quando questionamos como foi o resultado financeiro dos negócios em foodservice em 2023 até o momento, ou seja, entre meados de outubro e início de novembro, 87% afirmaram estar com lucro, 12% próximo a zero e 1% no prejuízo. Além disso, 74% avaliam que o resultado será melhor que 2022, 20% ser igual e 3% pior que o ano anterior”, revela a fundadora e CEO da Galunion, Simone Galante.


Com dinheiro a mais em caixa, os empreendedores demonstraram interesse em aplicá-lo no próprio negócio. Pensando no futuro, o levantamento apontou quais investimentos as empresas fizeram recentemente ou planejam fazer no ambiente da loja física nos próximos 12 meses.


Entre as estratégias, estão: o uso de práticas mais sustentáveis no ambiente e nos recursos da loja, estruturas para facilitar o fluxo de entregas de delivery e take away, estruturas para receber eventos, famílias ou grupos, comunicação visual renovada tanto no ponto físico como no digital e decoração temática para contar uma história ou a personalidade da marca.


Tendências em 2024


Segundo a responsável por Inteligência de Mercado e Marketing na Galunion, Nathália Royo, uma das inovações nesta pesquisa foi verificar em quais tendências os diferentes negócios ouvidos irão apostar nos próximos 12 meses. Vale ressaltar que, para melhor entendimento das estratégias de cada nicho, os dados foram separados nas respostas cedidas por redes, independentes e outros, já que a atuação varia com base nessa questão.


Para os operadores, por exemplo, uso de fornecedores locais e artesanais, produtos mais econômicos e ofertas para atrair consumidores se destacaram tanto nos independentes como nas redes. Mas, nos top 3 dos independentes, vemos também produtos com apelo em sustentabilidade e cuidado com o planeta, enquanto o top 3 das redes é composto por lançar produtos por tempo limitado.


Já para os outros negócios entrevistados, podemos destacar o lançamento de produtos ou promoções com marcas conhecidas (co-branding), uso de produtos de fornecedores locais e artesanais, produtos com foco em sabor e indulgência, produtos com apelo para saúde física e mental, bem como o lançamento de produtos por tempo limitado.


ESG


Como questões voltadas ao ESG seguem em alta, também é possível verificar quais as iniciativas que hoje já podem ser encontradas no mercado de foodservice. Neste caso, 61% investem em ações com foco na redução de desperdício de alimentos, 48% em sustentabilidade, 46% em gestão de resíduos, 46% em equidade e diversidade de gênero, cor e orientação sexual, e 31% em transparência em ética e conduta das empresas.


“Apoiando o movimento de termos mais mulheres em cargos de liderança em um setor que, antigamente, era dominado por homens, decidimos analisar a estrutura das empresas que responderam à pesquisa, em comparação aos últimos três anos, para verificar se o público feminino está mais ativo em cargos de liderança.”, comenta Simone Galante. E, segundo os dados, houve um aumento de 47% da presença feminina nos cargos de liderança. “Quando separamos, podemos observar que esse movimento é mais relevante para outros negócios do ecossistema de foodservice, com 67%, seguido das redes com 58% e independentes com apenas 35%”, aponta Simone.


Inteligência Artificial


Bem difundida em diferentes segmentos, a Inteligência Artificial ainda possui baixa representação no foodservice, já que apenas 9% dos operadores usam IA em seus negócios. Desse pequeno grupo, 15% usam a tecnologia e, entre eles, 80% revelaram obter bons resultados.


Mas, dada a relevância deste artifício, 58% das marcas planejam investir em IA nos próximos 12 meses. “Entre os principais desafios, podemos evidenciar a falta de entendimento do seu uso e aplicações, a falta de profissionais e o custo elevado para quem já usa IA, nesta ordem. Para quem não usa, o custo elevado aparece como principal desafio, seguido de falta de entendimento da tecnologia e falta de profissionais qualificados.


Para mensurar em quais áreas Inteligência Artificial é aplicada, vimos que 64% usam a IA em Marketing e Comunicação, 41% aplicam-na em Atendimento ao Cliente, 35% usam para definir preços e promoções e 29% recorrem à IA no planejamento de demandas.


Tais dados evidenciam que ainda há desafios no setor no que diz respeito a esta questão, que traz benefícios às marcas e abre uma nova era de possibilidades na indústria de serviços de alimentação. Essas tecnologias têm uma ampla gama de aplicações, desde a otimização do gerenciamento de estoque, gestão e previsão de escalas de times, até mesmo o planejamento de cardápios”, finaliza Nathália Royo.

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