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Latam Retail Show: 4 lições que vão transformar o seu varejo


A equipe do portal Varejo S.A. listou ensinamentos dados pelos palestrantes no palco principal de um dos eventos mais relevantes do Varejo latino-americano


Ocorre em São Paulo (SP) a 8ª edição do Latam Retail Show – ou LRS23 –, um dos eventos mais relevantes de varejo e consumo B2B (business to business) da América Latina. A temática desta edição, que começou na terça-feira (19) e se encerra hoje (22), é “Back to the Future”. Na programação, 230 palestrantes e 60 palestras e painéis temáticos, que estão abordando os desafios do agora, a criatividade + ação para a inovação do setor e como ter as pessoas no centro das estratégias.


Na abertura do encontro, Marcos Gouvêa, idealizador do LRS e diretor-geral e fundador da Gouvêa Ecosystem – empresa que realiza o evento –, ressaltou que o objetivo é provocar e apoiar o varejo como um todo.


“O evento é o palco ideal para impulsionar o setor rumo a um futuro próspero e emocionante, em todos os formatos de loja, categorias de produtos, canais de venda e modelos de negócios, no qual a criatividade e a inovação se encontram para criar a próxima era do varejo”, afirmou Gouvêa.


A equipe do portal Varejo S.A. está acompanhando as transmissões ao vivo do LRS23, e neste conteúdo listamos algumas das lições e ensinamentos dados pelos palestrantes no palco principal nos últimos dois dias:


1. O fim da abundância de recursos e talentos

Ella Sy, diretora de Estratégia do GDR, empresa internacional especializada em pesquisas e tendências de mercado, falou sobre o fim da abundância de recursos e talentos. Segundo a executiva, como o mundo vive o declínio das riquezas e perturbações nas cadeias de abastecimento, a sociedade enfrenta um momento de inflexão global e, por isso, os setores produtivos – inclusive, o Varejo – devem combater ao desperdício de recursos, conscientizando seus consumidores e, claro, seu time.


“A melhor forma de liderar o caminho é através da experimentação. Ser frugal é um sinal de sucesso e de querer abraçar um mindest ecológico. Temos que fazer mais com menos e garantir que cheguemos a formas de negócios mais sustentáveis”, resumiu Ella Sy.


2. Jornadas de consumo interativas e imersivas

Já Nick Rotola, fundador da WE3 Group, consultoria internacional de gestão de negócios, tratou sobre as demandas das gerações Z (1995/2010) e Alfa (2011/2025), consumidores que já nasceram em um mundo digitalizado e facilmente adaptados às novas tecnologias. Gostam de se expressar e posicionar nas redes sociais e valorizam a interatividade e criatividade. A palavra-chave para essas gerações é imersão, ou seja, buscam por experiências imersivas, personalizadas e centradas no cliente.


“Essas gerações querem estar imersas nas marcas e se sentirem pertencentes a algo, não apenas consumir itens de modo impessoal. Elas desejam conexão e interação”, detalhou Rotola.


Atenção especial aos dados:

  • Representem 40% dos consumidores globais;

  • Ignoram publicidade mais facilmente que as gerações anteriores;

  • são difíceis de impressionar;

  • 92% da geração Z afirma o desejo de consumir em jornadas com realidade aumentada;

  • A geração Z passa 30% de sua vida nas redes sociais;

  • 29% da geração Alfa quer ser um criador de conteúdo, quando crescer;

  • 92% da geração Z confia mais em recomendações de pessoas desconhecidas (influenciadores) do que empresas.

3. A regra é ser figital

Neil Patel, co-founder da NP Digital Brasil, marcou presença no LRS23 e explicou por que as empresas do Varejo devem ter presença física e digital. “As pessoas estão mudando a forma como compram. Então, você precisa mudar a forma de vender. O consumidor quer interagir nos 2 ambientes. Por isso, é importante construir conexões. E a integração dos ambientes vai trazer um sucesso maior para o seu negócio”, disse.


Com 84% dos consumidores preferindo a experiência integrada entre as lojas físicas e digitais e os compradores omnichannel gastando de 15% a 30% acima de compradores tradicionais (Pesquisa Tendências do Varejo 2023, da Opinion Box/Dito), as empresas podem fazer essa integração oferecendo descontos e promoções para estimular o cliente do ponto físico a usar os canais digitais de compra e vice-versa. Outra saída é oferecer novidades com boa qualidade e preços baixos.


Atenção ao checklist da estratégia figital:

  • Mapeie a jornada do seu cliente;

  • Crie um fluxo de clientes maravilhosos;

  • Invista em uma página de localização para ser achado mais facilmente;

  • Alavanque a tecnologia para uma automação ominichannel;

  • Tenha equipes no digital e no físico;

  • Invista em social commerce;

  • Use o omnichannel para melhorar a personalização;

  • Aposte no orçamento de 60/40 entre digital e físico;

  • Crie conteúdo interativo;

  • Adapte-se às necessidades das pessoas.

4. É preciso se esforçar para ganhar o cliente

Outra lição de Neil Patel é que o seu negócio precisa se esforçar para conquistar o cliente, caso contrário, eles são levados a escolher outras marcas. Além disso, hoje, a competição não é com a concorrência, mas sim com outras atividades. Isso porque as pessoas podem optar por assistir televisão, dormir ou passar tempo com a família, ao invés de consumir o conteúdo daquela empresa. A saída é possibilitar que os consumidores possam tomar decisões informadas, e para isso, é preciso atender aos seis requisitos abaixo:

  • Conveniência: possibilidade de acesso físico e remoto a todos os produtos;

  • Disponibilidade: estar disponível para o consumidor é mais importante do que ser desejável;

  • Valor: o que o cliente obtém, após pagar o preço do produto;

  • Qualidade: deve corresponder ao que os clientes estão acostumados;

  • Preço: cada centavo importa, e esse é um dos fatores mais importantes para ganhar lealdade;

  • Lealdade: altamente influenciada pela experiência de clientes prévios.


Por: Fernanda Peregrino

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