Mercado de conveniência deve alcançar US$ 1 tri em 2026
- Money Report
- 22 de jan.
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Expansão do varejo de superproximidade impulsiona novos formatos, leva lojas para condomínios, empresas e universidades e abre espaço para modelos autônomos.
O mercado global de conveniência caminha para um novo patamar. Segundo o relatório Convenience Stores Market, o setor deve ultrapassar US$ 1 trilhão em 2026, com crescimento anual de 8,6%, e alcançar US$ 1,48 trilhão até 2030. O avanço reflete uma mudança estrutural no consumo: a praticidade deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico.
Mais do que a evolução das lojas tradicionais, a busca por conveniência tem acelerado o surgimento de novos formatos de varejo, especialmente o chamado varejo de superproximidade, que leva produtos e serviços para cada vez mais perto do consumidor. O movimento, que começou com mercadinhos em condomínios residenciais, agora se espalha por empresas, universidades e outros espaços urbanos.
Para Douglas Pena, sócio-fundador e CRO da Minha Quitandinha, a tendência mostra como o setor vem se reinventando. “Antes, a conveniência estava restrita a lojas em postos de gasolina. Hoje, com pagamentos digitais e tecnologia, os produtos chegam ao hall do prédio, ao saguão da empresa e até dentro das universidades”, afirma.
A expansão do setor é impulsionada por fatores como a adoção de meios de pagamento inteligentes, o avanço do varejo omnichannel, a ampliação do horário de funcionamento das lojas e uma estratégia mais precisa de ocupação de espaços. Nesse contexto, formatos ágeis e tecnológicos ganham tração, especialmente entre empreendedores que buscam modelos escaláveis.
Com cerca de 800 unidades em operação no Brasil, a Minha Quitandinha vem ampliando sua presença para novos ambientes, incluindo campi universitários, onde estudantes têm acesso a produtos e ofertas em áreas comuns. No fim de 2025, a empresa anunciou a fusão com a Onii, movimento que reforça a consolidação do varejo autônomo no país.
A leitura do setor é clara: aproximar o consumo do cotidiano das pessoas, com tecnologia e operação enxuta, tornou-se uma das principais apostas para o futuro do varejo. Quem entender essa lógica primeiro sai na frente.

