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Renner aposta em inovação aberta para criar moda sustentável e o varejo do futuro


Empresa atua com “desafios de startups” para desenvolver soluções de melhoria de processos e atingir objetivos específicos


Na corrida pela satisfação e preferência dos consumidores, ganha vantagem quem conseguir alinhar tecnologia com boa experiência e, ainda, se atentar aos pilares do ESG. Para isso, as Lojas Renner têm entre suas estratégias o investimento em inovação aberta. A empresa atua com os chamados “desafios de startups”, para desenvolver soluções de melhoria de processos e atingimento de objetivos específicos, e com seu fundo de Corporate Venture Capital, o RX Ventures, cujo objetivo é, basicamente, antecipar o futuro.


Criado em 2022, o CVC tem R$ 155 milhões para investir em pelo menos 10 startups nos próximos anos. Em setembro deste ano, por exemplo, anunciou, em parceria com o Volpe Capital, o aporte de US$ 7,85 milhões na Connectly, com sede em São Francisco, na Califórnia. A martech desenvolve soluções de conversational commerce, o chamado c-commerce, com uso de dados e inteligência artificial para possibilitar conversas em tempo real. Uma delas é a plataforma de mensageria, que já vem sendo testada em todas as unidades de negócios da companhia. A varejista também está cocriando com a startup um assistente de vendas virtual com IA, que interage com os consumidores, auxiliando no processo de compra.


“Essa parceria tem potencial de trazer mais escala, eficiência operacional e personalização ao atendimento”, diz Analu Partel, head de novos negócios da Renner. Segundo ela, o objetivo é antecipar tendências para o setor, como uma interação mais ativa pelo WhatsApp e o uso de inteligência artificial generativa.


Outro investimento recente foi na Radar, retailtech sediada em Nova York que desenvolve soluções para controle de estoques, localização e acompanhamento em tempo real do manuseio e da movimentação de produtos nos pontos de venda com a utilização de visão computacional e identificação por radiofrequência (RFID). A tecnologia RFID, implantada em conjunto com a startup, é capaz de localizar automaticamente as peças em todos os locais das lojas, atualizando as informações a cada 60 segundos e com 99% de precisão e eficiência. Já a visão computacional atribui as peças às pessoas, identificando quais foram visualizadas, manuseadas ou levadas aos provadores, mesmo que não tenham sido compradas.


Além de gerar volumes massivos de dados que permitem analisar e administrar os estoques, auxilia na redução de riscos de desabastecimento nas áreas de vendas e indica os itens que, apesar de não terem sido vendidos, chamaram a atenção dos consumidores. A partir desta tecnologia será possível, ainda, implantar o checkout autônomo, que permitirá que o cliente pegue as peças que deseja e, ao sair da loja, tenha o valor da compra debitado no meio de pagamento cadastrado, sem precisar passar pelo caixa.


De acordo com Analu, cada investida tem um interesse específico. Algumas são voltadas ao codesenvolvimento de produtos para potencializar a experiência dos clientes, outras, para ter acesso antecipado a determinada tecnologia ou com o intuito de atender à agenda ESG.


A empresa já investiu também na Logstore, plataforma para centralizar as vendas digitais de varejistas, possibilitando conciliar os pedidos de múltiplos canais com os estoques das lojas físicas para acelerar a logística de última milha; e também está trabalhando com a klavi, que, por meio de IA e open finance, analisa milhões de transações e cria inteligência.


No entanto, a executiva ressalta que investir não é a linha de chegada para um fundo. “Também queremos gerar valor nessa relação, colocando nossos talentos, infraestrutura e ativos para ajudar os empreendedores na construção de negócios de sucesso, assim como obter a expertise que eles podem nos oferecer”, explica.


Neutralidade climática até 2050


Na outra frente, a empresa realizou, em julho deste ano, um desafio voltado para a busca de empresas capazes de contribuir para o alcance das metas de sustentabilidade, já que pretende desenvolver uma cadeia de fornecimento mais circular e regenerativa para neutralizar os impactos climáticos.


Três startups foram selecionadas: as brasileiras Aiper, especializada em pesquisa e desenvolvimento de biopigmentos de origem microbiana para aplicação na indústria têxtil; a ESG Now, que concentra as funcionalidades necessárias para a implementação, operacionalização e monitoramento de uma estratégia ESG 360°; e a alemã Rittec, que desenvolve e comercializa tecnologias de reciclagem para recuperar resíduos mistos de poliéster e/ou PET.


Agora, as três passarão pela prova de conceito (PoC), com o apoio e parceria de diretores internos. “Queremos ser referência em moda sustentável”, diz Analu. A perspectiva é alcançar a neutralidade climática do negócio até 2050.


Por: Caroline Marinho

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