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Com menos vendas e maior preço, minimercados faturam mais no varejo alimentar

  • SuperHiper
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Mesmo com queda no volume, pesquisa aponta alta no preço médio e força dos perecíveis impulsionam o desempenho dos mercadinhos de vizinhança em 2025


Mesmo vendendo menos itens, os minimercados conseguiram ampliar o faturamento em 2025. É o que mostra um levantamento desenvolvido para a Associação Brasileira De Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD), que aponta um crescimento de 5,3% no faturamento dos minimercados, acima da média geral do varejo alimentar, que ficou em 4,1% no mesmo período.


O dado chama atenção porque o avanço não foi puxado pelo aumento de volume. Pelo contrário: o número de itens vendidos recuou 1,5%, enquanto o preço médio subiu 6,6%, evidenciando uma mudança clara na dinâmica de consumo. Segundo a Scanntech, os produtos perecíveis tiveram papel central nesse desempenho, ajudando a sustentar o crescimento da receita mesmo em um cenário de maior seletividade do consumidor.


Para o CEO e cofundador da InHouse Market, Leonardo de Ana, o movimento reflete uma reorganização do comportamento de compra, especialmente nos centros urbanos. “O consumidor está comprando menos por visita, mas com mais frequência e mais perto de casa. Conveniência, agilidade e reposição rápida passaram a pesar mais do que grandes compras planejadas”, afirma.


De acordo com o executivo, os mercadinhos de condomínio e o varejo de proximidade passaram a ocupar um papel estratégico no dia a dia das famílias, principalmente para compras de complemento e consumo imediato. “Esse formato responde bem a uma rotina mais fragmentada. As pessoas querem resolver o básico sem deslocamento, e isso favorece categorias como perecíveis, itens de conveniência e produtos de consumo recorrente”, explica Leonardo.


O levantamento da Scanntech reforça que o crescimento do faturamento está menos associado à expansão de volume e mais à qualidade do sortimento, precificação ajustada e maior valor percebido.


Para Leonardo, essa lógica exige uma operação cada vez mais eficiente. “Quem opera no varejo de proximidade precisa entender que ‘vender melhor’ tem pesado mais do que simplesmente ‘vender mais’. Gestão de mix, controle de ruptura e leitura fina do comportamento local fazem toda a diferença”, completa.


A tendência indica que, mesmo em um ambiente de pressão inflacionária e consumo mais cauteloso, os minimercados seguem ganhando relevância dentro do ecossistema do varejo alimentar brasileiro, especialmente por atenderem a uma demanda cada vez mais orientada por praticidade e tempo.

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