Faturamento do varejo cresce 2% em março, aponta índice da HiPartners
- Mercado e Consumo
- 30 de abr.
- 2 min de leitura
Centro-Oeste liderou o avanço no fluxo, com alta de 84%, acompanhado de aumento de 4% no faturamento
Após um início de ano mais contido, o faturamento do varejo cresceu 2% em março deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Índice de Performance do Varejo (IPV), elaborado pela HiPartners. O dado foi acompanhado por uma expansão relevante no fluxo de visitação, que avançou 4% em shopping centers e 12% nas lojas físicas, reforçando um cenário de maior circulação de consumidores no varejo físico.
O desempenho do faturamento, embora mais moderado que o fluxo, também foi positivo nos dois formatos de loja. Nos estabelecimentos localizados em shopping centers, a alta foi de 1,14%, enquanto as lojas de rua registraram leve avanço de 0,25%. Esse descolamento entre fluxo e receita indica uma mudança no comportamento de compra, refletida no ticket médio geral, que apresentou variação de 4,40% no período.
Entre os recortes, o ticket médio foi maior nas lojas de rua, com alta de 5,10%, enquanto nos estabelecimentos dentro dos shoppings ficou em 4,20%.
Crescimento por região
O Centro-Oeste liderou o avanço no fluxo, com alta de 84%, acompanhado de aumento de 4% no faturamento. Na sequência, o Norte apresentou elevação de 51% no fluxo e 5% na receita, enquanto o Nordeste registrou expansão de 17% no fluxo e 3% no faturamento. O Sul também manteve desempenho positivo, com crescimento de 33% na visitação e 2% nas vendas. O Sudeste foi a única região com retração no faturamento, ainda que marginal, de 0,27%, mesmo com leve incremento de 1% no fluxo.
O ticket médio variou entre as regiões, com destaque para o Sul, que teve a maior alta, de 7%, seguido pelo Centro-Oeste, com 5,20%. Norte e Sudeste apresentaram crescimento de 4,10%, enquanto o Nordeste teve a menor variação, de 1,30%.
Setores
No recorte setorial, o desempenho foi heterogêneo, com alguns segmentos puxando o crescimento. O setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico liderou a expansão, com aumento de 3,12% no faturamento, seguido por tecidos, vestuário e calçados, que avançou 1,06%. Os dados indicam uma recuperação gradual, ainda que desigual, entre diferentes categorias do varejo.
O cenário de março reforça uma tendência de normalização do varejo ao longo de 2026, com melhora gradual nos indicadores, ainda marcada por diferenças regionais e por um consumidor mais criterioso nas decisões de compra.

