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Market Share Nacional : Redes de farmácias de 1T2026

  • Thiago de Melo Furbino via Linkedin
  • 18 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de mai.


O 1T26 mostrou a força do varejo farmacêutico brasileiro, com um mercado total estimado entre R$ 61,5 bilhões no trimestre, com base nas participações divulgadas por RD Saúde e Pague Menos. Nesse cenário, as companhias abertas seguiram com estratégia de expansão, ampliando escala, market share e integração omnichannel, impulsionadas principalmente pelo avanço de medicamentos prescritos, GLP-1, genéricos e maior produtividade operacional.


A RD Saúde, liderada por Renato Raduan manteve a liderança absoluta do setor, com receita bruta de R$ 11,98 bilhões (+20,4%), market share nacional de 19,6%, SSS de 14,3% e 3.614 lojas. O digital atingiu 30,2% das vendas (+66,4%). O crescimento foi puxado principalmente por medicamentos de marca (+29,3%) e genéricos (+17,7%), com destaque para GLP-1, que seguem elevando ticket, frequência e fidelização.


A Pague Menos, liderada por Jonas Marques, consolidou receita bruta de R$ 4,14 bilhões (+14,4%), ampliando participação para cerca de 6,7%. O digital alcançou 22,2% da receita (+4,6 p.p.), enquanto o SSS avançou 13%, mesmo sobre bases fortes. A companhia encerrou o tri com 1.688 lojas e crescimento relevante em genéricos (+22,8%) e medicamentos de marca (+18,8%), reforçando a estratégia focada no cliente de cuidado contínuo (CCC).


Na região Sul, a Grupo Panvel, do CEO Julio Mottin Neto, segue se consolidando como um dos cases mais sólidos de farmácia regional premium do país. A companhia atingiu receita de R$ 1,56 bilhão, com market share estimado em 2,5% nacionalmente e 13,3% no Sul. O digital já representa 28,5% das vendas (+6 p.p.), enquanto o SSS atingiu 11,5%. O crescimento segue apoiado no avanço de medicamentos de marca (+19,7%) e genéricos (+21,9%), além da força crescente das marcas próprias.


A Rede d1000 registrou receita de R$ 695,9 milhões, com market share estimado próximo de 1,1% nacionalmente. O destaque ficou para o forte avanço digital, cuja participação atingiu 18,6% da receita (+229%), além do SSS de 16,1%, um dos maiores entre as companhias abertas do setor. A empresa segue ganhando relevância principalmente no RJ, impulsionada por medicamentos de marcas (+33,6%) e genéricos (+20,5%).


Já a Farmácias Nissei alcançou receita de R$ 937,4 milhões, market share estimado em aproximadamente 1,5% nacional e digital representando 20,6% da receita bruta (+264%). Mesmo com SSS de 2,65%, a companhia segue avançando na digitalização e no reposicionamento do mix, com crescimento puxado por medicamentos de marca, GLP-1 e MIPs.


Somadas, RD Saúde, Pague Menos, Panvel, D1000 e Nissei já representam aproximadamente 31% do varejo farmacêutico brasileiro estimado no trimestre.


O 1T26 mostra um varejo farmacêutico cada vez mais orientado por recorrência, ecossistema digital, gestão de categorias e saúde contínua. O avanço dos GLP-1, dos genéricos e da omnicanalidade segue acelerando recorrência, fidelização e ganho de market share dos grandes grupos.



Por: Thiago de Melo Furbino - via Linkedin

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