Não é só o Magalu: Avenida Paulista vira destino de redes de varejo popular
- Mercado e Consumo
- 11 de dez. de 2025
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Além da Galeria Magalu, a Torra e a Lojasmel abriram suas unidades na região recentemente
Cobrindo cerca de 2,8 km no coração de São Paulo, a Avenida Paulista é um centro de lazer, comércio e serviços dos mais icônicos do País. Lar do Conjunto Nacional e de diversos shopping centers, agora a famosa avenida está sendo invadida pelas redes de varejo popular, transformando e democratizando o acesso à região.
A icônica avenida no passado abrigou, no Conjunto Nacional, a grandiosa Livraria Cultura, e agora a Galeria Magalu chega para ocupar o espaço. Recentemente, a rede de moda popular Torra abriu sua primeira loja na região e, um pouquinho antes, quem estreou na Paulista foi a LojasMel, com uma loja de 700 m².
De acordo com Fabio Pina, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), devido ao alto fluxo de pessoas, à acessibilidade de transporte público, como metrô e ônibus, e à grande visibilidade da região, a tendência é que outras redes de varejo popular cheguem à Avenida Paulista.
“Como a Paulista reúne todos esses elementos e passou a ter uma demanda mais heterogênea, redes populares enxergam oportunidades antes restritas a regiões como 25 de Março, Brás e Centro”, acrescenta Pina.
Pina explica que, havendo imóveis com condições comerciais viáveis na região, o movimento observado nos últimos anos sugere que a presença dessas redes deve aumentar. “Isso não implica necessariamente que os negócios de setores como o financeiro ou mesmo a hotelaria de luxo da região não possam também se manter firmes no local ou até, provavelmente, vicejar através dessa diversificação e intensificação de público”, destaca.
Antes da chegada da rede Torra, LojasMel e Galeria Magalu, a avenida já abrigava a megaloja da Soneda, unidades da Renner, Riachuelo e Marisa, além de uma grande quantidade de redes de fast-food, como o McDonald’s, que conta inclusive com o emblemático Méqui 100, e diversas unidades do Burger King, dentro e fora dos shoppings que povoam a região.
“O aumento e diversificação do fluxo criaram condições para o varejo popular, que depende justamente de grande volume de passantes e alto giro, tornando a avenida mais atrativa para esse tipo de operação”, afirma Pina.
Centro de cultura e lazer
A Avenida Paulista aos fins de semana é um show à parte. Aos domingos, a rua é fechada para veículos e apenas pedestres e ciclistas podem acessar o local. A via fica repleta de camelôs, que vendem bijuterias, artes, brechós a céu aberto, além de artistas de rua que mostram seus talentos, seja na dança, seja no canto.
“A Paulista deixou de ser predominantemente um eixo de negócios para também se tornar um destino de lazer e serviços de massa. O público hoje é mais diverso e cumpre jornadas de compras distintas, especialmente considerando a diferença de público entre os dias de semana e finais de semana”, conta Eduardo Yamashita, COO da Gouvêa Ecosystem.
O Masp, a Casa do Japão, a Casa das Rosas e o IMS Paulista também estão localizados na avenida e representam uma extensão de toda a cultura, arte e lazer que pedestres, visitantes e turistas encontram ao longo da Paulista.
Os cinemas também não ficam de fora, pois há opções para todos os gostos. Para quem prefere algo mais popular, como blockbusters, há os cinemas dos shoppings, e para quem curte algo mais cult, existem o Reserva Cultural e o Cine Marquise.
Por: Felipe Mario

