O varejo farma não quer mais só vender produto. Quer vender marca. A própria.
- Gustavo Pires via LinkedIn
- há 7 dias
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Segundo dados do Close-Up International sete redes já figuram entre as 100 maiores empresas em volume de unidades vendidas no canal farma. Um recorde histórico.
A RD Saúde aparece na 17ª posição, com 109,7 milhões de unidades e crescimento de 9,52%. Grupo DPSP (35ª), Farmácias Pague Menos (41ª), além do Grupo Panvel, Drogaria Araujo S/A, Rede de Farmácias São João e Assifarma completam a lista.
Em valores, quatro redes já estão no top 100 geral. A RD lidera entre as varejistas com R$ 872,6 milhões em vendas de marca própria. O Grupo DPSP foi quem mais acelerou em crescimento percentual.
Uma mudança estrutural que não pode passar despercebida. Marcas próprias deixaram de ser alternativa de margem. Viraram estratégia de posicionamento, diferenciação e fidelização. Segundo a ABMAPRO - Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização, o segmento encerrou 2025 com R$ 6 bilhões em receita, ante R$ 4,6 bilhões no ano anterior. E mais: o tíquete médio com ao menos um SKU de marca própria é o dobro do tíquete convencional.
Consigo conectar esses dados com outros sinais que venho destacando aqui:
– concentração de mercado
– fortalecimento das grandes redes
– maior poder de negociação
– e um varejo cada vez mais protagonista na construção de portfólio
A rede tem assumindo um papel de protagonismo controlando marca, sortimento, exposição e dados do shopper, deixando de depender apenas da indústria para capturar valor. É certo que o private label vai crescer... vamos observar qual será o novo equilíbrio de forças entre indústria e varejo nos próximos anos.
É no mínimo é instigante acompanhar esse movimento do varejo começando a disputar ranking com laboratório. Estamos de olho!

Por: Gustavo Pires

