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Pague Menos cresce 9% no 2T26 com alta na margem EBITDA

  • Guia da Farmácia
  • 4 de ago.
  • 3 min de leitura

A rede de farmácias Pague Menos apresentou resultados sólidos no segundo trimestre de 2026 (2T26), apesar da desaceleração no crescimento das vendas, segundo análise da XP Investimentos.


A rede registrou avanço de 9% nas vendas consolidadas e alcançou margem EBITDA recorde de 6,5% no período, beneficiada pelo controle de despesas e pela alavancagem operacional.


A avaliação publicada pela XP Investimentos, em 3 de agosto, destaca que o desempenho da rede ocorreu em um cenário de desaceleração da receita, especialmente na categoria de medicamentos GLP-1.


A comparação anual ficou mais difícil após o lançamento do Mounjaro, que passou a impactar a base de comparação a partir de maio.


Nas mesmas lojas (SSS), as vendas cresceram 8%, uma redução de cinco pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. A categoria de GLP-1 apresentou queda de 6% na comparação trimestral, enquanto sua participação nas vendas recuou para 8,2%, ainda 2,8 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano anterior.


Apesar da desaceleração, os genéricos permaneceram como um dos principais motores do crescimento da companhia, com alta de 15% no trimestre.


A XP atribui o desempenho, entre outros fatores, ao vencimento de patentes e ao programa Farmácia Popular.


A categoria de higiene, perfumaria e cosméticos (HPC) também apresentou desempenho positivo, com crescimento de 10%, impulsionado por uma campanha de aniversário da rede.


Margem EBITDA é destaque


Para a XP, o principal ponto positivo do trimestre foi a evolução da rentabilidade. A margem bruta recuou 0,1 ponto percentual na comparação anual, mas a companhia conseguiu compensar parte das pressões com redução das perdas de estoque, mix de categorias mais favorável e melhores condições comerciais.


As despesas com vendas avançaram 5% na comparação anual, abaixo do ritmo de crescimento das vendas. Segundo a análise, economias em frete e nos custos de adquirência, decorrentes de negociações centralizadas, contribuíram para o controle das despesas.


Com isso, a Pague Menos registrou margem EBITDA de 6,5%, alta de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025 e o maior nível da história da companhia, segundo a XP.


O lucro líquido ajustado ficou em R$ 74 milhões, 14% abaixo da estimativa da XP, principalmente em razão de maiores despesas tributárias.


GLP-1 e expansão da rede


A Pague Menos reportou uma redução de aproximadamente 40% no preço médio da semaglutida, acompanhada por um aumento duas vezes maior dos volumes vendidos e crescimento de cerca de 50% no número de clientes.


A expansão física da rede também ganhou ritmo. No segundo trimestre, foram abertas oito lojas, enquanto apenas uma unidade foi fechada. A companhia, contudo, mantém uma postura cautelosa em relação à aceleração das inaugurações, em razão da estratégia de desalavancagem.


Outro indicador em destaque foi a produtividade das lojas, que chegou a R$ 856 mil por mês, alta de 6,9% na comparação anual e acima dos R$ 818 mil registrados no primeiro trimestre de 2026.


As lojas da Extrafarma convertidas para a bandeira Pague Menos apresentaram crescimento de 13,9%. Até o período analisado, 210 das 346 unidades haviam sido convertidas.


Novo centro de distribuição


A companhia também avançou na estrutura logística com a abertura de um novo centro de distribuição na Paraíba. Na análise da XP, A unidade deve gerar benefícios fiscais e operacionais para a empresa, embora o processo de implantação tenha provocado uma pressão temporária sobre os estoques.


No segundo trimestre, os estoques aumentaram o equivalente a cinco dias. A expectativa é de que a operação do centro de distribuição se estabilize até o final do terceiro trimestre de 2026, contribuindo para uma melhora da dinâmica de capital de giro.


A alavancagem da Pague Menos também apresentou melhora, passando para 1,8 vez a relação entre dívida líquida e EBITDA, ante 1,9 vez no trimestre anterior.


Na avaliação da XP Investimentos, apesar das preocupações relacionadas à desaceleração das vendas, o resultado do 2T26 mostrou avanços importantes em rentabilidade, geração de caixa, produtividade das lojas e estrutura financeira.

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