Varejo farmacêutico avança 1,4% em maio, acima do comércio em geral
- Guia da Farmácia
- 20 de jul.
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Atualizado: 22 de jul.
O varejo farmacêutico (incluindo produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos) voltou a demonstrar resiliência em maio e registrou crescimento de 1,4% na comparação com abril, desempenho que o colocou entre os segmentos de melhor resultado do comércio brasileiro no período.
Os dados são do relatório de atividade econômica do BTG Pactual, divulgado em 16 de julho, com base na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE.
Em maio, o varejo restrito brasileiro cresceu apenas 0,1%, enquanto o varejo ampliado — que inclui veículos e materiais de construção — recuou 0,2%, indicando uma perda de fôlego da atividade econômica no segundo trimestre.
De acordo com o BTG, embora a maior parte dos segmentos tenha apresentado alguma recuperação, as quedas em supermercados e atacarejos pesaram sobre o resultado geral do comércio.
Em contrapartida, além do farma, outros destaques positivos em maio foram combustíveis (+1,1%) e vestuário (+3,1%).
Na comparação anual, o varejo farmacêutico teve crescimento modesto, com alta de 2,66% em relação a maio de 2025, abaixo do ritmo registrado nos primeiros meses do ano.
Setor resiliente
O desempenho das farmácias reforça uma tendência observada nos últimos anos: o setor segue menos suscetível às oscilações econômicas do que outros segmentos do varejo.
Em um cenário de consumo mais cauteloso e endividamento das famílias, medicamentos e itens de saúde continuam sendo categorias de compra prioritária para os brasileiros.
Segundo o BTG Pactual, os indicadores de consumo das famílias têm apresentado sinais mistos no segundo trimestre, com vendas fracas no varejo em geral, mas maior resiliência em serviços e em categorias consideradas essenciais.
Cautela para o segundo trimestre
De acordo com a análise do BTG Pactual, o resultado geral do varejo em maio ficou significativamente abaixo das expectativas, indicando um segundo trimestre mais fraco após a resiliência observada no primeiro trimestre.
Para os próximos meses, a expectativa do mercado é de continuidade da desaceleração do varejo em geral.
O BTG projeta expansão de +0,5% na comparação com o trimestre anterior, após alta de +1,1% registrada no primeiro trimestre do ano.

