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Venda de higiene e beleza cresce quase 7% nas farmácias

  • Panorama Farmacêutico
  • 25 de jun.
  • 3 min de leitura

O mercado brasileiro de higiene, beleza, perfumaria e cuidados pessoais (HPPC) segue em trajetória de crescimento e amplia sua relevância tanto para a indústria quanto para o varejo farmacêutico. Em 2025, o setor movimentou R$ 186,9 bilhões, alta de 6,8% em relação aos R$ 175 bilhões registrados no ano anterior, segundo dados da Euromonitor International. As informações são do Cosmetic Innovation.


A perspectiva permanece positiva para os próximos anos. As projeções apontam que o mercado deverá alcançar R$ 229,5 bilhões em 2028, o que representa uma expansão acumulada de 22,8% em relação ao patamar atual.


Farmácias ampliam participação no consumo de beleza


O varejo farmacêutico vem consolidando sua posição como um dos principais canais para produtos de higiene, beleza e cuidados pessoais. Dados da IQVIA, encomendados pela Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil (Abafarma), mostram que os não medicamentos responderam por 9% dos R$ 241,6 bilhões faturados pelo setor em 2025.


O desempenho acompanha o crescimento geral das farmácias, que registraram expansão de 11,3% no período. A digitalização também ganhou força. Pela primeira vez, as vendas online ultrapassaram 10% de participação no faturamento do setor, representando mais de R$ 27,5 bilhões em receita.


Os canais digitais das redes farmacêuticas tornaram-se importantes plataformas para a compra de cosméticos, produtos de beleza, suplementos alimentares e medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Entre as categorias mais representativas nas vendas online estão:

  • higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (24,2%)

  • cuidados infantis (17,5%)

  • dermocosméticos (15,3%).


Na comparação entre os 12 meses encerrados em dezembro de 2024 e o período de janeiro a dezembro de 2025, o faturamento digital das farmácias avançou 51,9%.


A Close-UP International destaca que o avanço das categorias de wellness no canal farma. O segmento, que engloba suplementos, dermocosméticos, nutricosméticos, fitoterápicos e produtos voltados ao bem-estar, movimentou R$ 27,8 bilhões, crescimento de 9,4%. “Wellness deixou de ser uma categoria de consumo e passou a ser uma plataforma de prevenção e longevidade”, destacou Natália Soares, gerente de estratégia de negócios da Close-Up International.


Saúde e beleza aceleram no e-commerce


O ambiente digital também impulsiona o desempenho do segmento fora das farmácias. Levantamento da Nuvemshop aponta que a categoria de saúde e beleza registrou crescimento de 44% no faturamento em 2025, alcançando R$ 791 milhões.


O resultado posiciona o segmento entre os mais dinâmicos do comércio eletrônico brasileiro, refletindo a expansão das marcas nativas digitais e a adoção de novas estratégias de vendas omnichannel.


Fragrâncias e produtos híbridos lideram tendências


As perspectivas para 2026 seguem favoráveis. De acordo com o estudo Global Beauty Views 2026, da NielsenIQ, o mercado brasileiro deve continuar crescendo.


Entre as principais tendências está a expansão dos chamados produtos híbridos, que unem benefícios de skincare e maquiagem. Protetores solares com cor, sticks multifuncionais e formulações com ativos dermatológicos ganham espaço nas gôndolas.


O segmento de fragrâncias aparece entre os destaques do período. O estudo aponta crescimento acelerado dos body splashes, impulsionado por preços mais acessíveis e pela forte presença desses produtos nas farmácias.


Novas demandas criam oportunidades


Além das tendências de consumo, a Euromonitor identifica oportunidades associadas ao surgimento de novos perfis de consumidores. Um dos exemplos é o aumento do uso de medicamentos agonistas do GLP-1 para controle do diabetes e da obesidade, as canetas emagrecedoras.


Segundo a Close-Up International, os gastos mensais com esses tratamentos já superam R$ 1,2 bilhão, com cerca de 6 milhões de doses comercializadas por mês. “Canetas emagrecedoras são hoje o principal driver de crescimento, impulsionando também categorias como dermocosméticos e vitaminas”, comenta Filipe Campos, líder de Market Insights da Close-Up.


Esse movimento abre espaço para produtos especializados destinados a minimizar efeitos colaterais frequentemente associados aos tratamentos, como queda de cabelo, ressecamento da pele e alterações na composição corporal.


Por: Adriana Bruno

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