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Bilionário do Setor de Apartamentos Passa Controle do Império aos Filhos

  • Forbes
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Desde 1985, Mitch Morgan construiu a Morgan Properties, hoje com mais de 110 mil unidades em 22 estados. Agora, transfere o comando aos dois filhos


Mitch Morgan aprendeu lições financeiras duras ainda jovem. Seu pai, veterano da Segunda Guerra Mundial e dono de várias lojas de calçados, faliu duas vezes. Na época da Temple University, Morgan assistia às aulas pela manhã e vendia sapatos à tarde e à noite na única loja que restara do pai para pagar a própria faculdade.


Anos depois, quando seus filhos se juntaram a ele na então promissora empresa imobiliária da família, deixou um recado claro. “Eu sempre digo aos meus filhos: não se preocupem com o potencial de ganho, preocupem-se com o risco de perda”, afirmou à Forbes em 2024.


A fórmula funcionou. Nas quatro décadas desde que fundou a Morgan Properties, nos subúrbios da Filadélfia, em 1985, Morgan construiu um império imobiliário que vai do Texas a Nova York. A empresa possui mais de 110 mil unidades residenciais distribuídas por 22 estados e representa a base da fortuna de US$ 6,1 bilhões do empresário.


A sucessão formal ganha forma


Agora, aos 71 anos, ele formaliza a transição. A companhia anunciou que deixará o cargo de CEO e promoverá seus dois filhos, Jonathan e Jason, a co-CEOs. Os irmãos já comandam as operações do dia a dia como co-presidentes desde 2024,enquanto o pai participa das grandes aquisições e decisões de investimento e permanece como chairman.


“Isso vem evoluindo há muitos anos”, diz Morgan. “Nos últimos mais de cinco anos, eles realmente têm comandado o negócio.”


“Foi uma mudança bastante intencional”, acrescenta Jonathan, de 40 anos. “É o ponto certo de inflexão da empresa, prestando homenagem ao passado. Nosso pai continua envolvido, é nosso mentor, mas isso nos deu a oportunidade de nos unirmos ainda mais e definir para onde queremos levar o negócio, tornando-o mais institucional e preparado para o futuro.”


Para Morgan, esse sempre foi o plano. Mesmo antes do anúncio, ele estima que já dedicava cerca de 15% do seu tempo à Morgan Properties, onde participa ativamente do comitê de investimentos e mantém poder de veto nas decisões. É bem menos do que os cerca de 50% que dedica ao papel de truste e da Temple University e equivalente ao tempo destinado a atividades filantrópicas.


Parte de uma mega transferência de riqueza nos Estados Unidos


A transição de Morgan faz parte de uma gigantesca transferência de riqueza em curso nos Estados Unidos. Baby boomers e seus pais concentram impressionantes US$ 109 trilhões em patrimônio, segundo o Federal Reserve, e os bilionários do país representam uma fatia relevante desse montante. Os planos de sucessão variam. O fundador da Nike, Phil Knight, levou o filho Travis para o conselho em 2015, enquanto o magnata industrial Charles Koch nomeou o executivo veterano Dave Robertson como co-CEO em 2023 e designou seu filho Chase como vice-presidente executivo.


No caso de Morgan, o planejamento sucessório ocorreu de forma natural, já que envolveu os filhos nos negócios desde cedo. Ele chegou a abrir os livros da empresa e discutir investimentos na mesa de jantar quando eles ainda estavam na faculdade. Também estabeleceu uma regra: após a graduação, precisavam trabalharem outras empresas antes de ingressar em tempo integral na Morgan Properties, para adquirir experiência externa.


“Oitenta e cinco por cento da segunda geração perde afortuna ou acaba em disputas judiciais. Alguns dizem que precisa haver um único chefe, que você deve escolher um filho, como na Escolha de Sofia” Mitch Morgan.


“Se você está cercado de advogados documentando como tudo vai funcionar, provavelmente não vai funcionar. Quando existe uma boa parceria, você senta à mesa e resolve.”


A nova geração imprime sua estratégia


Os últimos seis anos comprovaram isso. Nesse período, Jonathan e Jason reforçaram estratégias mais recentes que trouxeram ao assumir funções executivas. Jonathan entrou na empresa em2009, após passagem pelo braço imobiliário da gigante de private equity Apollo Global Management. Em 2011, lançou a divisão de joint ventures da Morgan Properties e, em 2021, fechou parceria com a gestora saudita Olayan Group em uma aquisição de US$ 1,8bilhão que envolveu mais de 14 mil unidades. Ele também liderou uma onda de investimentos próxima de US$ 7 bilhões, adicionando dezenas de milhares de unidades ao portfólio.


Jason, de 35 anos, ingressou em 2017 após deixar o cargo na gestora Sculptor Capital Management. Desde então, comandou a expansão da empresa para investimentos em dívida, crédito e recapitalizações. Sob sua liderança, a Morgan Properties aplicou US$ 2,5 bilhões em títulos lastreados em hipotecas, empréstimos e operações de equity preferencial. “Eles trouxeram competências que eu nunca tive, e jamais teríamos entrado no negócio de crédito ou crescido tão rápido”, reconhece Morgan.


Agora, os filhos pretendem ampliar ainda mais o escopo da companhia, consolidando a transformação de um negócio familiar em uma instituição capaz de competir com gigantes do setor imobiliário, como a Greystar, de Bob Faith, e a Related Companies, de Stephen Ross.


“Temos capital, recursos e equipe para ser, de fato, um private equity institucional dentro de um ambiente com DNA familiar” Jason Morgan.


Modelo familiar, ambição institucional


Nada muda na estrutura societária. Morgan já havia concedido participações aos dois filhos e à filha. Segundo ele, o modelo da empresa, no qual a família investe em cada negócio e também oferece participação a dezenas de funcionários, será mantido, com Jonathan e Jason recebendo uma fatia maior como co-CEOs. Ele também preservará a regra de que os três precisam concordar com todas as decisões de investimento, algo que, segundo diz, nunca gerou divergência.


Para os filhos, não há qualquer impasse sucessório a resolver, apenas uma formalização na liderança corporativa. “Não existe dinâmica familiar interferindo. Este é um plano de sucessão corporativa que vem sendo construído há anos”, conclui Jason.


Por: Giacomo Tognini

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