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Brasileira de sotaque gringo, The Coffee levanta US$ 10 mi para ficar mais internacional


Rede curitibana recebe aporte da CapSur para intensificar expansão na Europa e nos Emirados Árabes


Com mais de 200 unidades pipocando em pequenos pontos de venda em Curitiba, São Paulo e outras cidades do país, a rede de cafeterias The Coffee acaba de concluir uma captação de US$ 10 milhões com a gestora CapSur para ficar mais internacional.


Depois de colocar os pés na Europa com 15 lojas entre Espanha, Portugal e França, a startup quer escalar o crescimento fora do Brasil, entrando em mais países europeus e nos Emirados Árabes, além de acelerar o avanço nos vizinhos da América Latina. A rodada avaliou a companhia em US$ 45 milhões.


A gestora paulista, com uma tese de growth para América Latina, já tinha investido US$ 7,5 milhões na The Coffee no ano passado e agora completou o cheque. Além da marca de cafés, a CapSur é investidora da Eatopia, que faz a operação de cozinhas para delivery de marcas como Poke Garden, Sushi Garden e Patties.


"De lá para cá, conseguimos testar o negócio e ver que ele parava de pé. A The Coffee está preparada para a expansão”, diz Leandro Moreno, sócio da CapSur.


Com uma previsão de faturar US$ 17 milhões (algo em torno de R$ 86 milhões) em 2023, hoje 85% das vendas vêm do Brasil. O plano da companhia é inverter essa relação em cinco anos, especialmente pela projeção de chegar a 1.500 lojas fora do país e apenas 350 no Brasil, mirando uma receita bruta total de US$ 350 milhões ao fim de 2028.


Fundada em Curitiba em 2018, a The Coffee foi concebida após uma viagem dos irmãos Alexandre Fertonani, Carlos Fertonani e Luis Fertonani ao Japão. Veio de lá a inspiração para o modelo de cafeteria “de portinha”, em que o cliente compra e não consome no local. Hoje, a rede também conta com alguns pontos um pouco maiores, mas com poucos espaços para consumo.


Com essa receita, a rede brasileira com carinha gringa quer ser uma espécie de “nova Starbucks” com cafeterias espalhadas por vários cantos, mas numa fase do consumo de café em que o cliente entende mais de qualidade de grão e torra.


“Existem algumas cafeterias independentes de café bom no mundo inteiro. O que não existe ainda é uma marca nessa terceira onda do café”, diz o CEO da The Coffee, Carlos Fertonani. A empresa hoje compra o café verde de fazendas selecionadas e faz sua própria torra, no Brasil e em Portugal.


A rede apostou também numa pegada tech, com tablets para o cliente fazer diretamente seus pedidos, e estética minimalista. O pedido também pode ser feito antes mesmo de chegar na loja, pelo app próprio da The Coffee, que, ao cruzar as informações do seu banco de dados, consegue identificar as preferências de consumo do cliente e mandar notificações no celular para estimular a compra na loja mais próxima.


“A gente gosta de olhar investimentos que tenham tecnologia”, acrescenta Moreno. A CapSur também é acionista da empresa de logística de última milha Loggi.


O novo aporte vem impulsionar um plano que começou ainda em 2020, quando a empresa levantou US$ 5 milhões com a gestora Monashees e abriu sua primeira loja em Madrid. No total, entre Brasil e exterior, hoje já são 215 lojas, com a projeção de chegar a 320 até o fim de 2024.


Além da cidade natal, as lojas hoje estão concentradas na capital paulista e já começam a chegar em mais cidades brasileiras como Brasília, Fortaleza e Salvador, onde está inaugurando uma nova unidade.


O avanço no Brasil é pautado especialmente por franquias, que respondem por 90% do universo de lojas. No exterior, a expansão vai depender da cultura de cada país. Nos países europeus em que atua, por exemplo, há franquias diretas e lojas próprias.


Na América Latina, como no Peru, o contrato é com um masterfranqueado. “Abrimos uma loja por semana aqui no Brasil e, no longo prazo, imaginamos algo assim lá fora”, diz o fundador e CEO da The Coffee, Carlos Fertonani.


O plano também está em aumentar a participação dos alimentos na receita do grupo. Da receita total, a maior parte vem da venda de café. Mas a empresa tem investido para fazer os alimentos que servem, que sempre foram de fornecedores externos. “Hoje alimento é 15% do faturamento, mas já queremos que seja de 30% a 40%.”


Por: Raquel Brandão

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