O Canal Farma já é muito maior do que medicamentos
Os números das maiores redes de farmácias do Brasil mostram a dimensão e a força desse mercado.
Segundo o ranking apresentado pela EFE5 Consultoria, considerando o faturamento bruto de 2025, grandes grupos como RD Saúde, Grupo DPSP, Pague Menos, Farmácias São João, Panvel, Drogaria Araujo e Farmácia Indiana movimentam bilhões de reais por ano.
Mas, para quem trabalha com desenvolvimento comercial, existe algo ainda mais interessante por trás desses números: a transformação do ponto de venda.
A farmácia deixou de ser apenas o lugar onde o consumidor compra medicamentos.
Hoje, o canal vem ampliando sua participação em categorias relacionadas a saúde, bem-estar, nutrição, suplementação, conveniência e performance.
E isso abre uma enorme oportunidade para a indústria.
Produtos como bebidas proteicas, barras de proteína, creatina, vitaminas, minerais e suplementos encontram um consumidor que já entra nesse ambiente buscando saúde e qualidade de vida.
O desafio, porém, não é simplesmente colocar o produto na prateleira.
É preciso construir sell-out.
Isso significa entender o perfil de cada rede, trabalhar o mix correto, posicionamento, exposição, degustação, treinamento, ações promocionais e acompanhar o giro loja a loja.
Grandes redes representam grandes oportunidades — mas também exigem grandes projetos comerciais.
Na minha visão, o canal farma será cada vez mais estratégico para empresas de suplementação que conseguirem enxergar a farmácia não apenas como mais um canal de distribuição, mas como um verdadeiro ponto de contato entre marca, saúde e consumidor.
O mercado está mudando.
E quem trabalha com vendas precisa estar atento não apenas a onde o consumidor compra hoje, mas principalmente a onde ele comprará amanhã.

Por: Willians Lima - via LinkedIn
Willians Lima é Head comercial da empresa Allp

