Rede de academias expande no RS com planos de até R$ 1,8 mil e teste de DNA: "Tem fila para entrar"
- GZH
- há 2 dias
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Grupo alcançou 2 mil operações recentemente. Confira entrevista com o novo CEO
Operadora gigante de academias, o Grupo Smart Fit está com 20 unidades Smart Fit no Rio Grande do Sul, mais seis salas Beon (Velocity, Vidya e Race Bootcamp), 1,4 mil parceiras cadastradas no Total Pass e vai inaugurar a primeira Bio Ritmo em Porto Alegre no shopping Bourbon Carlos Gomes. Esta última é a bandeira de alto padrão da rede, com mensalidades a partir de R$ 480. O CEO, Diogo Corona, falou ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha. O executivo substituiu o pai no cargo recentemente, o fundador Edgard Corona. A Smart Fit alcançou 2 mil academias.
Qual a diferença do aluno de academia de hoje para o da década de 1990, quando o Smart Fit começou?
A pessoa começou a ver a atividade física menos como estética e mais como parte da saúde, algo necessário para a vida. Quando a Smart surgiu, não abria domingo, era algo inconcebível. Só alguém estranho iria à academia, muito focado. E hoje é inconcebível não abrir de domingo, que é super cheio, como é no sábado. Faz parte da rotina, para saúde física e mental, se sentir melhor. E quando a pessoa vê isso, topa pagar mais pela academia.
E tem mais alunos?
Quando a academia era somente estética e apertava financeiramente, era a primeira coisa que se cortava. Quando a pessoa vê como saúde, corta outras coisas antes porque virou mais importante para a vida. Mais gente começa a fazer, a baixa renda entra dizendo “é importante, vou tirar outras coisas e vou fazer academia” e as pessoas que têm dinheiro falam “eu já pagava isso, topo pagar mais ainda porque é importante”.
Diminuiu o número de pessoas que pagavam o plano de academia e não apareciam?
A frequência por usuário tem aumentado bastante. E aí o que acontece? A academia fica mais cheia e as pessoas mais intolerantes, não querem ficar na fila e não conseguir treinar, então valorizam o ambiente e ficam mais exigentes. No "high end" (sofisticado) mais ainda, porque pede mais personalização e dados. Não é só treinar e tirar foto. O Infinity é um plano com vaga limitada, custa R$ 1,8 mil por mês e a pessoa tem direito a exame de DNA quando entra, personal três vezes por semana, agenda horário, tem fisioterapeuta por mês e nutricionista por trimestre. Tem fila de espera porque soltamos só o número que conseguimos atender.
O tipo de exercício mudou?
Em geral, é mais musculação. Lá no começo da Smart, as pessoas queriam emagrecer ou ganhar força, bem dividido. Quem queria emagrecer, fazia cardio. Quem queria ganhar força, fazia musculação. Hoje, as pessoas sabem que ter músculo queima mais gordura em repouso, então quem quer emagrecer começou a fazer musculação também. Pessoas com mais idade fazem porque descobriram que perdem muito músculo, 2% ao ano. E as canetas de emagrecimento também começam a impulsionar mais musculação, porque a pessoa usa, perde gordura e perde músculo. Então, faz musculação ou emagrece com qualidade ruim.
Tem atividade física online?
Temos a marca Queima Diária, líder disparado em treinos online. Pessoas que fazem treinos online não estão na academia. É substituto ou uma iniciação, quando se está sem.
Diferenças no Sul?
O Nordeste tem mais aulas coletivas do que no Sul. São Paulo e Rio são meio termo. No Sul, as pessoas fazem treino mais individual, menos aulas coletivas, menos dança, fit dance, menos zumba, inclusive em Porto Alegre.
Todas as operações são próprias ou tem franquias?
São 80% próprias e 20% franquias.
Qual é o investimento mínimo?
Na Smart, por volta de US$ 1 milhão, uma Bio Ritmo chega a R$ 20 milhões.
Alguma revolução no negócio?
Nosso modelo da BIO 360. O professor tem um tablet e sabe exatamente as pessoas que estão lá, se querem ser abordadas, os objetivos, se foi nos últimos sete dias. É uma maneira de ter eficiência, qualidade e assertividade. Teremos avaliação do atendimento. A ideia é essa hiperpersonalização com a tecnologia.
Por: Giane Guerra

